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MP de Mato Grosso do Sul investiga cinco escolas privadas por recusa de matrícula a autistas e cobra

21 de agosto de 2026 · Jurisprudência

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MP de Mato Grosso do Sul investiga cinco escolas privadas por recusa de matrícula a autistas e cobranças ilegais

A 17ª Promotoria de Justiça de Dourados abriu procedimento para investigar cinco escolas privadas por denúncias de recusa de matrícula a estudantes autistas e cobrança de valores extras pelo atendimento de alunos com deficiência — práticas proibidas pela Lei Brasileira de Inclusão.

📅 21 de agosto de 2026 · ✍️ Dra. Priscilla Machado · ⏱ 4 min de leitura

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu procedimento administrativo para investigar denúncias de recusa de matrícula a estudantes autistas e cobrança de valores adicionais pelo atendimento de alunos com deficiência em escolas privadas de Dourados. A apuração é conduzida pela 17ª Promotoria de Justiça da Comarca e envolve cinco instituições:

• Franciscana Imaculada Conceição

• Escola Adventista

• Sagrado Coração

• Lumiere

• Wings

O que a lei proíbe

A investigação apura violações ao artigo 28, §1º da Lei 13.146/2015 — a Lei Brasileira de Inclusão (LBI). Esse dispositivo é claro: é proibida qualquer cobrança adicional nas mensalidades, anuidades e matrículas pelo fornecimento dos apoios específicos da educação especial.

Em linguagem simples: a escola não pode cobrar a mais porque o aluno tem deficiência ou autismo. Não pode cobrar pela profissional de apoio, pelas adaptações pedagógicas, pelos materiais específicos nem por nenhum outro suporte que o aluno precise. Se cobrar, está violando a lei.

Além da proibição de cobrança extra, a LBI também veda a recusa de matrícula — qualquer escola privada que negar vaga a um aluno por causa da deficiência comete ilegalidade.

O entendimento do STF

O STF já decidiu essa questão no julgamento da ADI 5357: é inconstitucional qualquer cobrança adicional nas mensalidades, anuidades e matrículas pela oferta de profissional de apoio ou pelas adaptações necessárias a estudantes com deficiência. A decisão tem efeito vinculante — vale para todo o país.

Se a escola do seu filho está cobrando a mais pelo atendimento especializado: isso é ilegal. Você pode registrar reclamação no Ministério Público, no Procon e na Secretaria de Educação. Guarde todos os documentos — contratos, boletos, e-mails e comunicados da escola.

Fonte: A Crítica de Campo Grande. Disponível em: acritica.net

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